Futuros possíveis #4 Thayná Trinidade

Na terceria semana do blog teremos duas convidadas que nos compartilharao seus pontos de vista, intenções, planos, e ideias. A primeira é a Thayná Trinidade, militante e empreendedora, e estas são suas palavras: 




Por favor, apresente-se em poucas palavras.

Meu nome é Thayná Trindade. Sou psicóloga, mestranda em políticas Públicas e Formação Humana, fundadora da marca Sete Mulheres de camisetas feministas, Diretora Administrativa do Instituto por Direitos e Igualdade, jovem, negra, periférica, batalhadora, sonhadora, globalista, socialista, mas pessimista, às vezes.


-O que representa o momento atual para você? 

A covid, o governo Bolsonaro ou o fascismo mundial? Em suma, tudo isso que está acontecendo pra mim é a prova de que estamos vivendo em uma sociedade falida! Nossas instituições, governos, formas de representação, não nos servem mais. Nossos jovens não têm esperança de futuro, as pessoas historicamente oprimidas e mortas estão fartas do stabilisment. Precisamos de mudanças urgentes. E com isso não falo de um reformismo simpático, mas de mudanças estruturais que não serão fáceis. Será que estamos preparados/as para?


-O que, do modelo antigo, pode ser resgatado para o futuro?

Tem três coisas de um passado recente que acredito que precisam ser resgatadas minimamente para podermos avançar. Primeiramente, o globalismo e o sentimento de multilateralidade do pós 2ª guerra. Em segundo lugar, e especificamente no Brasil, acredito que é o investimento na nossa produção nacional. E terceiro as políticas de social desenvolvimento. A gente precisa investir em educação, saúde, alimentação e renda financiados pelo governo de forma massiva, para que a gente retire das camadas da “subhumanidade” milhões de pessoas, não só no Brasil, que estão vivendo em situações indignas! 


-O que deve morrer?

O capitalismo, o racismo, a pobreza, a desigualdade de gênero, raça e classe, o assassinato de jovens e o subfinanciamento da saúde e da educação. 


-O que deve nascer?

Uma nova sociedade de repleta de indivíduos que reconheçam que não temos heróis e que todos somos responsáveis por cada pequena mudança no mundo, capazes então de agir por si e pelos outros. Indivíduos que não se conformam mais com a desigualdade, com as mortes evitáveis, com a exploração. Indivíduos ativos e coletivos!


-Num cenário utópico, como seria o futuro ideal?

Um mundo mais sustentável, com fonte de energias limpas, onde convivamos em harmonia com a natureza, com igualdade de gênero, raça, classe, e que não seja capitalista. Que tenhamos liberdade de circular pelo mundo, de transitar sem barreiras. Com muita arte e cultura locais cambiadas, jornadas de trabalho mais curtas e rotativas,e com cuidado sob a crianças coletivizado, e também com o povo no poder!


-E na realidade, como seria um futuro possível?

Bem, o que nos seria de fato possível agora seria ao menos um capitalismo de bem estar social, onde tivéssemos uma renda básica para tirar as pessoas da miséria e viabilizassem uma educação e saúde pública da qualidade, com ampliação dos empregos. Tudo isso alinhado com o investimento em matrizes energéticas mais sustentáveis. Ainda restaria a desigualdade, porém daria-se condições de vida e sobrevivência para os mais pobres, coisa que não temos.  


-O que deve ser feito no nível individual, coletivo e estatal para consegui-lo?

Individual: estudar a realidade brasileira e tomar consciência de sua parte, além de fortalecer a saúde mental. Coletivizar e descolonizar aos poucos o pensamento.


Coletivo: investir na eleição de governos de esquerda mais radical, com foco em parlamentares e não só nos governos executivos, e alinhados ao fortalecimento da sociedade civil.


Estatal: Promover políticas públicas de investimento massivo em seguridade social e assistência com aumento do endividamento público (o que não é um problema, mas daria um artigo abordar sobre isso), além de investimento em formação de blocos de países em cooperação multilateral.


-Qual pode ser o primeiro passo?

Derrubar o Bolsonaro e o Mourão. Não podemos esquecer do centrão e dos grupo imperialistas. Montar um governo democrático do povo, de transição, com políticas de participação direta. Incentivar a produção do nosso parque nacional. Reformular o nosso sistema político e investir em formação.


-Sua intenção: Quero que o futuro possível seja…

Exatamente tudo que mencionei acima com mais nuances, luta e brilho =)


+info:

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