Futuros possíveis #2 Gi Caldas

Futuros possíveis é uma série de entrevistas com o intuito de entender as diferentes intenções, ouvir planos, sonhos, ideias e projetos nao necessariamente no âmbito académico. É, ante todo, uma proposta para refletir e se perguntar: o que queremos? para logo pensar cómo podemos tirar essas ideias do papel, juntes. Os projeto é co-criado entre Ed. Siesta y Piola bags. A convidada dessa edição é Gi Caldas.




Por favor, apresente-se em poucas palavras.


Eu sou a Gi Caldas, designer e estilista de uma marca carioca de moda consciente e agênero TA studios. Mãe, filha de costureira, filha de uma preta (D. Neida) e de um branco (Sr José Maria). Já entrei nos 40, tenho um filho de 15 anos, e não encontrei ainda o amor da minha vida. Não tenho carro e TV há pelo menos 6 anos. Sou vegetariana, com meio do Céu em Aquário, Sol em Libra, Ascendente em Touro, Lua em Capricórnio, Vênus em Virgem, Mercúrio em Libra e Marte em Gêmeos, hahaha. Por isso, tudo que penso e produzo é focado no compartilhamento de ideias e ações de um bem comum e maior.


-O que representa o momento atual para você? 

Um freio na vida e reflexão. Confesso que estou gostando da “clausura”, mas ainda não sinto que organizei a vida, que parecia estar organizada antes da pandemia mas era pura ilusão. Penso que o apocalipse não veio da revolta da natureza ou invasão alienígenas, ele é moral e ético.


-O que, do modelo antigo, pode ser resgatado para o futuro?

Só consigo pensar nas filosofias de Platão, Paulo Freire e Djamila Ribeiro, para ser a base desse futuro. Se é modelo, já começou errado. 


-O que deve morrer?

Egocentrismo, fascismo, racismo, fome, violência de todo tipo -da física a psicológica- e desonra pelos animais.


-O que deve nascer?

Uma sociedade que entenda o que é dignidade e gentileza. Acho que essas duas virtudes trazem consciência de si e respeito ao próximo e podem ser a base para muitas mudanças.


-Num cenário utópico, como seria o futuro ideal?

Em meu futuro ideal existem a Arte e Educação priorizados. A consciência de igualdade só é possível com educação. Empatia demais é inércia; ninguém sai do lugar. A forma como essa virtude foi difundida coloca todo mundo em um lugar de passividade, por isso acho que neste “futuro ideal” a empatia pode ser vista como a boa vontade para entender um assunto ou uma pauta e depois refletir em soluções. 


-E na realidade, como seria um futuro possível?

Ação e reflexão. Reflexão e ação. Me incomoda demais esse ativismo digital. E pior! Sem conhecimento de caso e por modismos, para não parecer culpado da violência em questão. Antes de clicar e compartilhar é necessário pesquisar o assunto e por fim assumir um lado e ter consciência e comprometimento.


-O que deve ser feito no nível individual, coletivo e estatal para consegui-lo?

Auto conhecimento no nível individual, porque se seu coração não está em paz e em processos de curas não adianta ter empatia e querer salvar o mundo. A gente vê nosso reflexo na realidade e ela nos leva aos lugares que criamos, através de nossos sentimentos, que se tornam decisões e por fim ações e então, a realidade. Eu uso a Astrologia, a Filosofia, medito através do thetahealing e faço H’ooponopono. Se você não tem acesso ao Thetahealing, faça o H’ooponopono. Meditar não significa limpar mente, mas achar sua paz. Não siga gurus, mestres, pastores, religiosos em geral, questione, questione, estude e crie a sua religare com a Terra e com os seres desse planeta. Uma vez que você tenha consciência de suas sombras e padrões, você saberá realmente onde é seu lugar e sua missão de vida, para atuar coletivamente. A raiva bem usada, ela usa essa energia para promover mudanças, não o embate.

Estatal? Primeiramente fora presidente! Me recuso a dizer e escrever o nome desse líder obscuro. Diretas Já! 


-Qual pode ser o primeiro passo?

Desligue-se! Dê um reiniciar em tudo que havia desde março de 2020. Nada daquilo servirá para daqui para frente e precisa ser reformulado e readaptado. Eu sei que tem pessoas que estão perdidas; estas focavam no material e no conceito do acúmulo. Sinto muito, mas dá tempo de “se refazer.” Aproveite esse céu cheio de planetas retrógrados. Nada disso é por acaso. Tem um mapa da vida no céu, vê quem quer. Eu sigo e estou de boas e consciente alinhada com a seriedade do momento. Quando todos esses planetas estiverem diretos, tudo que estiver fora da energia aquariana será desafiado. Diretas Já! É muita energia aquariana. Sigamos.


-Sua intenção: Quero que o futuro possível seja…

Plural, diversificado, cheio de igualdade e distribuição de recursos.

Quero deixar aqui uma lista de conteúdos pertinentes:


Vídeos documentários

O século do Ego. The Century of the Self [2002, Adam Curtis]

Mundos Internos Mundos Externos. [Direção e Roteiro: Daniel Schmidt, 2012]

Elis Regina, última entrevista. Programa Jogo da verdade.


Livros 

Lugar de Fala. Djamila Ribeiro, 2017. Editora  Pólen

Terra: chaves Pleiadianas Para a Biblioteca Viva. Livro por Barbara Marciniak. 1996

Mulheres Que Correm Com Os Lobos. Livro por Clarissa Pinkola Estés, 1992, Ed. Ballantine Books

Codex. Era de Cristal, 2012. As Leis Universais para o Próximo Ciclo http://unaversidade.org/movimento/wp-content/uploads/2016/06/Codex-Comentado-FINAL.pdf






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